19 de maio de 2008

Viver é mesmo complicado?

Hoje tô afim de filosofar um pouco...

Essa semana recebi em casa um amigo e, depois que ele foi embora, fiquei pensando como as pessoas gostam de complicar as coisas. Muitas vezes a solução de um problema está na nossa frente, mas ainda assim, optamos por não resolver logo. Parece que quando está tudo bem as pessoas acham que não é normal. Quantas vezes vocês já viram alguém boicotar a própria felicidade com medo de que algo dê errado no futuro? Ao invés de viver o presente, curtir o que está legal, elas tratam de causar alguma situação pra acabar com esse bem-estar. Parece coisa de doido né?! Mas quem disse que não somos?

Acho que as pessoas amam reclamar e há um gozo no sofrimento.

Isso me remete a um conceito psicanalítico, que é a Representação da Realidade. O mundo para mim pode ser diferente do que é para você. O mesmo objeto pode ser percebido por várias pessoas de diferentes maneiras.

Freud também dizia que "a afetividade é quem dá valor e representa nossa realidade". Então o modo como construímos nossa afetividade vai refletir no resto de nossa vidas. Se você não teve uma relação bem construída com ela na infãncia, vai sentir suas consequências no futuro. "Se uma Afetividade alterada fizer pensar em nós mesmos como pequenos, fracos, pouco espertos e piores, então teremos medo em lutar até com uma criança. Nos amedrontaremos e sentiremos muita ansiedade diante de tudo na vida; diante das multidões, dos ambientes fechados, de viajarmos sozinhos, da solidão, da idéia de estarmos doentes, e assim por diante". (http://www.psiqweb.med.br/)

Assim sendo, acho que essas pessoas estão vendo a vida deles diferente de mim. Mas quem está certo? Talvez elas, já que elas é que estão vivenciando a situação. Mas não sei... E se elas não tiverem essa afetividade bem construída? Só sei que é muito complicado discutir isso com alguém que acha que está certo e que as coisas são o que são. Só acho uma pena (pena é uma palavra horrível né?) ver pessoas tão legais e tão interessantes não se verem assim e, pior, achar que não merecem ser felizes.

Esse amigo que mencionei em cima não tem esse problema, foi nossa conversa que me fez pensar nisso. Ele, pelo contrário, é uma pessoa muito corajosa e está sim lutando pelo que quer. Mas nós ficamos discutindo o quanto as pessoas se importam com coisas que, na realidade, são banais.

Outra coisa que nossa conversa me fez pensar foi como as pessoas gostam de falar da vida dos outros sem olhar pra o que acontece dentro da própria casa ou, mais, dentro de si mesmos. Todo mundo tem uma solução mágica para a vida alheia, horrorizam com o mundo, mas elas mesmo estão fazendo coisas piores. O mundo é hipócrita. Se, pelo menos, falar da vida alheia e tentar achar uma solução para a vida dos outros fosse uma maneira de olhar pra dentro de si mesmo, seria um passo interessante. O problema é que nem todo mundo é capaz de olhar pra si mesmo com medo do que podem ver...

Sei lá, o fato é que essa visita me fez pensar muito e a solução talvez seja chamá-lo mais vezes pra vir aqui ou nunca mais falar com ele. Tá vendo? A gente sempre fica nos extremos... Porque não tentar achar o meio termo? Coisa de louco!!!!

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