30 de julho de 2008

Zoológico


Não sei quanto à vocês, mas eu adoro o zoológico. Normalmente as pessoas vão quando criança e depois nem se lembram de visitá-lo.

Pra quem não vai desde criança muitas coisas mudaram. O Jardim Japonês é uma atração nova e o espaço é deslumbrante. Há também a visitação noturna que oferece a possibilidade de conhecer a vida e desvendar curiosidades dos animais de hábito noturno. Ambas visitas precisam de agendamento prévio e são limitadas a pequenos grupos.

Havia um ano que eu não ia e ontem passei o dia lá. Fui com mais 2 pessoas e o zoológico só não está mais bonito por causa das pessoas, esses seres que se dizem pensantes, racionais, mas que são capazes de jogar tudo quanto é tipo de coisa no chão ao invés de jogar na lixeira. E olha que lixeira é o que não falta no zoológico. Mas as pessoas preferem sujar o chão, afinal é obrigação dos outros limpar o que fazemos, né!?

Outra coisa, que ainda tem a ver com a falta de educação do nosso povo, é que existem placas explicando sobre o animal, sua origem, alimentação, e algumas delas pedem silêncio no contato com o animal para evitar estressá-lo. E não é que tem gente que lê e acha ruim! Que grita com o animal e xinga quando não tem a atenção do mesmo!

Outro problema que encontrei, além da sujeira que o povo produz, é a falta de guardas. Ontem houveram relatos de assaltos e de crianças perdidas. O caminho que se faz, à pé, já dentro do zoológico até chegar nos animais é longo, cercado por mato e sem nenhuma fiscalização. Às terças a entrada é gratuita, o que pode aumentar esses casos. Acho até que eles cobram muito barato nos outros dias. No Brasil é assim: o povo só dá valor quando mexe no bolso. Por isso a taxa pra se entrar num lugar desses deveria ser mais alta.

O zoológico, apesar das pessoas que o freqüentam e da falta de vigilância, é lindo, e uma das suas atrações mais famosas é o Idi Amim. Antigamente as condições nas quais ele vivia eram péssimas, sua jaula era de cimento e media seis metros de comprimento por três de largura. Ele passou por momentos de tédio, solidão e ainda está sem uma fêmea. Isso se deve porque os zoológicos do resto do mundo se recusam a ajudar o Brasil nessa busca por uma fêmea, por desconfiarem das condições em que os animais são criados. Eles insistem que os animais aqui são maltratados. Mas isso não é verdade. Hoje o Idi tem um espaço maravilhoso, grande, mas ainda vive só.

A zôo-botânica afirma que vem se esforçando para conseguir a fêmea para ele, mas que no momento não há nenhuma disponível. Vamos torcer para que essa história logo tenha um final feliz.

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