27 de novembro de 2008

Nome aos bois

Os nomes foram alterados para proteger os inocentes...

- Sigma, bom dia.
- Bom dia, Sigma, eu poderia falar com o Leandro?
- Aqui quem está falando é a Carmem...
- Bom dia, Carmem, eu acabei de falar com a Sigma para transferir para o ramal do Leandro...
- O senhor não entendeu direito: "Sigma" é o nome da empresa, "Carmem" é o meu nome e o senhor estava conversando comigo desde o início.
- Ah, me desculpe! Achei que o seu nome fosse "Sigma".
- Entendo. Qual é o nome do senhor?
- Robert Contemudo.
- Robert, com "T" mudo?
- Isso.
- Robert de quê?
- Robert Contemudo.
- Eu entendi, meu senhor. O senhor pode me falar o seu nome completo, por favor?
- Robert Contemudo de Oliveira Aguiar.
- Como?
- Robert Contemudo de Oliveira Aguiar.
- O segundo nome do senhor é "Contemudo"?
- Perfeitamente.
- O senhor está fazendo hora com a minha cara?
- Claro que não, minha jovem. Meu pai, quando foi me registrar, disse ao escrivão: "Robert, com 'T' mudo, de Oliveira Aguiar". O escrivão então me registrou como "Robert Contemudo de Oliveira Aguiar".
- Sério?
- Sério.
- Nossa... O senhor gostaria de falar com quem mesmo? Até esqueci...
- Com o meu filho, o Leandro.
- Leandro de quê?
- Leandro Silva.
- Nós temos dois funcionários com nome de Leandro e sobrenome Silva aqui. O senhor pode falar o nome completo dele?
- Claro. É "Leandro de Quê Oliveira e Silva".
- Olha, se o senhor não parar de fazer gracinha, eu serei obrigada a encerrar esta ligação!
- Não, minha filha. O nome dele é esse. Consulte aí na sua lista...
- Gente, o nome dele é esse mesmo! Por que o senhor deu esse nome a ele? Foi vingança, promessa, alguma coisa assim?
- Não... A história é mais ou menos a seguinte: quando estava no cartório para registrá-lo, o escrivão me perguntou qual seria o nome do meu filho e eu respondi apenas "Leandro". Ele, então, me perguntou: "Leandro de quê?"
- E o senhor?
- Como estava meio indeciso, na hora respondi: "Leandro de quê? Oliveira e Silva".
- E ele foi registrado como "Leandro de Quê Oliveira e Silva"?
- Pois é.
- Nossa! Que coincidência!
- Coincidência nada, minha filha. Foi o mesmo cartório, com o filho do mesmo escrivão...
- Sério?
- Cidade pequena tem dessas coisas.
- O senhor tem outros filhos?
- Tenho mais um, o Marcantônio...
- Marco Antônio?
- Não. Marcantônio mesmo.
- Mesmo cartório?
- Isso...
- Me amarrota que eu estou passada!
- Pode acreditar. Olha, o papo está muito agradável, mas tem como você chamar o Leandro?
- Só um minuto que eu vou transferir para o ramal dele.
- Obrigado.
- Por nada!

Um comentário:

Daniel disse...

Hahahahaha.
Quanto tempo, demorou muito para colocar um textículo. Fiquei passado com a história.

Colocou no horário certo.