12 de fevereiro de 2009

Vaidade excessiva

A revista Vanity Fair deste mês trouxe uma matéria interessante sobre os cirugiões plásticos e sua, até óbvia, obsessão por querer "melhorar" até os que não precisam.

Uma repórter, que vocês vêem na foto, consultou três cirurgiões e eles indicaram vários procedimentos.

O problema não foi a indicação das cirurgias, já que essa é a função deles. O problema é que a moça em questão não precisa de nenhuma delas, e mesmo assim todos disseram que podiam dar uma melhorada nela.


Dentre as coisas sugeridas estão aumento dos seios, lipoaspiração na cintura e quadris, botox...

É uma indústria que movimenta bilhões de dólares, e que é alimentada por nós mesmos. Um exemplo do que considero absurdo aconteceu essa semana. A esposa do cantor americano Usher sofreu uma parada cardíaca durante uma lipoaspiração realizada aqui no Brasil.

Qualquer um tem direito de fazer o que quer. O absurdo é que ela teve bebê há apenas 2 meses, e ela só pôde realizar a cirurgia (fato que acabou não acontecendo, pois ela entrou em coma antes do início da lipo) porque não chegou a amamentar a criança.

Agora eu pergunto, precisa mesmo desse desespero? Agora tá aí, no hospital, e a criança vai ficar sem os cuidados da mãe, fundamentais nesse início de vida e ela corre o risco do ficar igual ao Dom Lázaro. É brincadeira...

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