23 de abril de 2009

Máscaras e contusões

Quando crianças, eu e meu irmão gostávamos de assistir a filmes das séries Sexta-Feira 13, Hora do Pesadelo e quaisquer outros que tivessem mortos-vivos como participantes. Além disso, entre nossos brinquedos podiam ser encontrados réplicas de insetos e aracnídeos, além de máscaras de monstros, é claro.

Tínhamos nossos brinquedos normais, obviamente, mas uma de nossas brincadeiras favoritas era fazer medo em qualquer um que tivesse a capacidade de se assustar com uma criatura de 1,50m trajando uma máscara tosca de borracha, como era o caso do filho de uma amiga da minha mãe, que ficou apavorado com o meu irmão trajando uma máscara do Gorpo virada ao avesso.

Éramos crianças sádicas e, portanto, normais, com um certo gosto pelo terror. Assim, além de filmes, curtíamos voltas em trens-fantasma e passeios no Castelo do Terror. É bom que se diga, entretanto, que gostávamos disso tudo, mas nos cagávamos de medo, principalmente nas idas ao Castelo do Terror, onde a qualquer momento um maluco daqueles vestido de monstro poderia pular em você.

Eis, então, que em um belo dia resolvemos brincar de Castelo do Terror. Usaríamos como cenário uma casa vaga, de propriedade do pai do nosso vizinho. Preparamos a decoração da melhor maneira que podíamos, e nos colocamos à postos, para aterrorizar as outras crianças da rua, que chamamos para a brincadeira. Aberto o nosso Castelo do Terror, nossas duas vítimas (quase ninguém animou de participar de uma brincadeira estúpida como essa, o que dou razão) se aproximaram do primeiro aposento. Meu irmão então pulou à frente deles, para cumprir com o seu papel de monstro assustador. Nossa vizinha reagiu prontamente ao "ataque", dando-lhe um belíssimo chute no saco, derrubando-o ao chão e acabando com a brincadeira imediatamente.

Depois desse episódio não voltamos mais a brincar de Castelo do Terror, mas é bem provável que tenhamos aterrorizado alguns outros filhos de amigas da minha mãe.

Um comentário:

Anônimo disse...

Cara muito engraçado isto.
Eu também sempre gostei de assustar as pessoas, até mesmo com um simples "Buhhh!"
Mas o mais legal era fazer uma cobra com meias velhas e arrasta-la nos caminhos mais escuros, onde muitas pessoas tinham que passar. Não tinha um que não corria.