6 de setembro de 2010

A César o que é de César

- Cara, outro dia recebi um e-mail com um texto muito bacana do Luiz Fernando Veríssimo. Vou te mandar, porque acho que você vai gostar.
- Tem certeza que esse texto é dele?
- Claro que tenho!
- Você sabe que não dá para confiar em qualquer coisa que se recebe por e-mail, né?
- Claro que sei!
- Muitos textos que circulam pela internet não foram escritos pelo autor ao qual foram atribuídos.
- Eu sei disso, meu filho! Mas esse texto foi escrito pelo Luiz Fernando Veríssimo sim! A Gerusa que me mandou, e ela não é de ficar mandando qualquer coisa por e-mail.
- Outro dia você estava reclamando de umas mensagens em Power Point que recebeu dela...
- Ah, mas ela parou com isso! Depois que eu dei um toque, é claro.
- E esse texto é sobre o que, afinal?
- Ele conta um caso do dia em que voltava da padaria num dia de chuva, e escorregou numa tampa de metal no passeio. Chegou todo sujo em casa, hehehe...
- Peraí, esse texto é meu!
- Até parece!
- Estou falando sério! Esse tombo na volta da padaria aconteceu comigo! Publiquei lá no meu site.
- Olha, Gustavo, eu também tenho um blog e coloco nele coisas engraçadas que achei por aí ou que recebi por e-mail, mas nem por isso eu saio por aí falando que fui eu que escrevi.
- Não fala que escreveu e também não cita a fonte. Aliás, outro dia você publicou uma tirinha dos Figuraças de Ação e nem se deu o trabalho de colocar um link para o post original.
- Só falta você falar que foi você que fez...
- Mas foi!
- Ai, ai...
- Normalmente tem o endereço do blog na tirinha. Você chegou a vê-lo por acaso?
- Eu vi que tinha um endereço, mas apaguei.
- Putz! O cara não cita a fonte e ainda apaga informações relativas ao autor!
- Que mané autor o quê! Era só um endereço, falou? Além disso, vê se eu vou ficar fazendo propaganda de graça pros outros!
- Eu não estou acreditando...
- O negócio é o seguinte, Gustavo: não é bacana você sair por aí falando que fez coisas que não fez, ok?

Nenhum comentário: