21 de março de 2011

Descobrindo BH - 2011

Há algumas semanas acordamos cedo porque tínhamos um compromisso, e por volta das 12h30 já estávamos com muita fome. Pensando em um lugar legal para ir, que fosse tranqüilo e sem muita agitação, nos decidimos pelo restaurante 2011 (antigo 2010 - todo ano ele muda de nome), do qual já tinha ouvido falar, mas que não conhecíamos.

Chegando lá nos acomodamos e logo de cara adorei a exposição da ilustradora Andrea Costa Gomes e do arquiteto Fernando Maculan sobre seu cão, o lindo Golden Retrivier Geraldinho, que estava completando 10 anos. Além disso, ficamos sabendo que eles ainda estavam trabalhando com o esquema do Restaurante Week.

Demos uma olhada no cardápio mas acabamos nos decidindo pelos mesmos "combinados": Gaspacho com Torradas de entrada, Entrecotê Grelhado com Fettuccine ao Funghi Secchi e Crispy de Alho Poró como prato principal, e Gâteau de Nozes com Ganache de Chocolate Meio Amargo para sobremesa.

Veio o gaspacho e nos deliciamos com ele. Estava realmente muito bom, linda apresentação e ficamos querendo mais. Depois de um tempo veio o prato principal e junto com ele nossa decepção. Faltava o básico: sal. Quando você comia um pouco da massa com o crispy de alho poró até que ficava bom, porque alho poró é sempre delicioso. Mas mesmo o molho da massa, que era de fato muito suave, não tinha um gosto específico. Precisamos jogar sal para ver se conseguíamos um efeito melhor. Quanto à carne, até que estava boa. Macia e no ponto que pedimos, mas se você me perguntar se eu escolheria este prato principal novamente, diria que não. Para arrematar, veio a melhor parte, a sobremesa. Estava maravilhosa, perfeita! Essa eu queria mais e mais.

Bem, minhas impressões a respeito do 2011 são de que o lugar tem um bom atendimento, localização e público. O cardápio é pretensioso mas no final não te arrebata. O restaurante é bonito e refinado, mas não tem algo que o diferencie e te mostre a que veio. É somente mais um dos muitos que existem em BH.

Sabe quando você vai a um lugar e imediatamente se identifica, e percebe que vai voltar mais vezes? Isso não aconteceu comigo. Talvez se eu tivesse pedido a tilápia ou algum outro prato, minhas impressões seriam diferentes. Mas como eu estou falando a respeito do que pedi, tenho que ser sincera. E tem outra coisa: o que faz você gostar de um determinado restaurante, não é somente a comida. Claro que ela é o motivo de você ir lá, mas o conjunto acaba sendo determinante, e no caso do 2011, nada foi marcante. Ou melhor, foi: a exposição me deixou com mais vontade de ter um Golden e de conhecer o Geraldinho. Parabéns à Andrea e ao Fernando. A exposição está muito bacana.

Serviço:

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