13 de junho de 2011

Descobrindo BH - Espaço TIM UFMG do Conhecimento

Espaço TIM UFMG do Conhecimento
Espaço TIM UFMG do Conhecimento
"Chego, agora, ao inefável centro de meu relato; começa, aqui, meu desespero de escritor. Toda linguagem é um alfabeto de símbolos cujo exercício pressupõe um passado que os interlocutores compartilham; como transmitir aos outros o infinito Aleph, que minha temerosa memória mal consegue abarcar?"
- Jorge Luís Borges, "O Aleph"
É com essa citação de Jorge Luís Borges que começo mais um post falando de cultura.

Hoje vou falar do Espaço TIM UFMG do Conhecimento, que integra o Circuito Cultural Arte e Conhecimento na Praça da Liberdade.

Confesso que há muito tempo queria visitar o local. O prédio é bem bacana, com uma arquitetura moderna e por dentro é ainda mais interessante. Não imaginava o que ia encontrar. Eu sabia que lá eles têm o planetário e isso somente já atiçava minha curiosidade, já que sou uma apaixonada por tudo que tem a ver com o espaço. Mas tem muito mais...

A exposição Demasiado Humano é a primeira do local e tem o objetivo de mostrar como nossa civilização vê e constrói o mundo. Por isso ela abrange a origem do universo, o surgimento da espécie humana e o povoamento da Terra, as cosmogonias, o papel da escrita, a globalização, os diálogos culturais, a diversidade lingüística e o homem em relação à biodiversidade.

O indicado é que você comece de cima para baixo: ou seja, vá primeiro ao quinto andar e depois vá descendo.

O quinto andar tem como título Aleph, e lá você vai encontrar uma estrutura que dá nome ao espaço e também o incrível planetário. Este conta com um projetor Skaymaster ZKP4 e um sistema de projeção digital Spacegate Duo, produzido pela Carl Zeiss.

Espaço TIM UFMG do Conhecimento - Aleph
Aleph

A programação do planetário atualmente conta com as seguintes apresentações: Alvorecer da Era Espacial, ABC das Estrelas e Tocando os Confins do Universo. Nós assistimos ao primeiro e é nota 10! A projeção é feita na cúpula da sala, e você fica quase deitado na cadeira, te dando a sensação de estar dentro do filme.

Ainda no quinto andar tem uma coisa bem interessante. Você tira uma foto sua, e no andar de baixo pode ver como seria você em outra etnia. Infelizmente no dia nós não pudemos tirar a nossa foto, porque o monitor responsável pelo equipamento tinha ido embora e levou a chave do cadeado junto com ele. Mas espero que vocês dêem sorte e possam se ver japoneses, negros, brancos e por aí vai.

Espaço TIM UFMG do Conhecimento - O Homem de Lagoa Santa
O Homem de Lagoa Santa

Falando no quarto andar, nele há o espaço Origens, que também é sensacional e onde se encontram expostos o crânio de um dinossauro que teria vivido em Minas, o crânio do Homem de Lagoa Santa e outras coisas interessantíssimas. É o meu espaço predileto.

O terceiro andar tem como título Vertentes, e basicamente trata das lendas da origem do universo de acordo com as religiões, ciência e mitologia. Bem legal essa parte também porque você consegue ler e ouvir como alguns povos falam sobre origem do mundo.

Espaço TIM UFMG do Conhecimento - Cosmogonia Yorùbá
Cosmogonia Yorùbá

Finalizando o tour, tem-se o segundo andar tratando do tema Águas. Este fala da escassez da água em nosso planeta, das energias alternativas, do consumo consciente, crescimento populacional e tem até um contador que marca quantas pessoas há no mundo. O contator não pára, baseando-se em estatísticas de nascimento e mortes por segundo.

Um detalhe bastante legal que deixei para o final é a existência do observatório, também no quinto andar, que foi inaugurado há pouco tempo e possui alguns telescópios e um teto retrátil que permite a visualização do espaço. No entanto ainda não foi aberto para o público, e teve apenas sessão durante o dia de inauguração, mas logo logo eles devem disponibilizar dias e horários para que todos possamos nos aventurar nessa experiência maravilhosa.

Serviço:

Um comentário:

Anônimo disse...

Um lugar lindo cheia de coisas maravilhosas eu adorei ter indo la meu espaco gostei foi andar do planetario. Foi de mais.