27 de junho de 2011

Descobrindo BH - Museu das Minas e do Metal


O Descobrindo BH de hoje fecha as visitas que fizemos em nossas férias aos espaços que fazem parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade, com o belíssimo Museu das Minas e do Metal.

Inaugurado em 2010, o espaço teve patrocínio do grupo EBX, projeto arquitetônico de Paulo Mendes da Rocha, que em 2006 recebeu o prêmio Pritzker, considerado o nobel da arquitetura, e projeto museográfico de Marcello Dantas, responsável pelo Museu da Língua Portuguesa em São Paulo e pelo Museu do Caribe na Colômbia.

O museu é um dos mais modernos do mundo, e o projeto conseguiu transformar um prédio antigo tombado pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) num museu contemporâneo.

O prédio onde fica o museu pertenceu à Secretaria da Educação, e foi inaugurado em 12 de Dezembro de 1897, quando BH ainda era chamada Cidade de Minas. A construção tem forte influência francesa, com elementos da art noveau, e está tudo preservado, com as pinturas originais no teto e paredes. É algo imponente e que me deixou completamente fascinada.

Hoje o museu conta com 18 salas de exposição permanente e cerca de 50 atrações. Sua proposta é mostrar a importância cotidiana e econômica dos minérios e suas implicações culturais e sociais. Para isso o espaço mostra acervos visuais, holografias, atrações interativas e muito mais. Foram selecionadas as minas, ferro, ouro, diamante, nióbio, zinco, gemas, grafita, alumínio, calcário, manganês e água para contar a história de Minas e do país.


Logo na entrada você é atendido pelos recepcionistas que vão te indicar um guarda-volumes e te dar algumas dicas. Câmeras são permitidas, desde que sem o flash. Aqui vai uma dica: a entrada custa R$6,00 (inteira), mas toda quinta-feira a entrada é gratuita. Maiores de 60 anos e professores têm desconto, assim como os estudantes que apresentarem a carteirinha. Ainda no primeiro pavimento você encontra um café, dois auditórios e a administração do museu.

No segundo andar encontra-se o Museu das Minas, que conta com sete salas:

  • Chão das Estrelas: este é um planetário invertido com as lunetas e telescópios apontando para o chão, o que permite que vejamos de perto os minerais da coleção Djalma Guimarães.
  • Mapa das Minas: através de um mapa interativo, esta atração permite visualizar as localizações das jazidas.
  • Sala das Minas: traz a história das minas e as particularidades de seus minérios.
  • Inventário Mineral: acervo físico do Museu Professor Djalma Guimarães.
  • Sala Miragem: nesta atração as peças parecem flutuar, num efeito holográfico muito bacana.
  • Sala Meio Ambiente: mostra o ciclo de vida de uma mina e o consumo de minerais e recursos naturais.
  • Djalma Guimarães: biografia do geólogo.


O terceiro andar traz o Museu do Metal. Como o anterior, é dividido em salas:

  • Tabela Periódica: aqui você circula pelos elementos da tabela periódica.
  • Sala Ligas e Compostos: mostra como a combinação dos metais cria ligas com características diferentes.
  • Janelas para o Mundo: esta atração mostra o uso dos metais em diferentes épocas.
  • Língua Afiada: atração que dá a oportunidade de conhecer a história do metal.
  • Vale Quanto Pesa: este é um dos mais legais. Você fica no meio de uma estrutura e ela calcula quanto de cada mineral você tem no corpo. É claro que é apenas uma estimativa, mas vale pela parte lúdica da coisa.
  • Vil Metal: faz uma comparação com o valor do metal e os produtos.
  • Adorno do Corpo: esta estrutura também é interativa, e mostra os visitantes com jóias numa projeção virtual.
  • Mesa dos Átomos: outra atração interativa onde você manipular os elementos da tabela periódica para formar outros elementos. Teria sido mais divertido no dia, se não fosse o monitor arrogante que estava cuidando do espaço.
  • Estações Interativas: mostra as propriedades dos metais.
  • Logística: trata do transporte da extração até as siderúrgicas.

Para finalizar, tem-se o terraço com exposições temporárias.

Realmente é muito bacana o museu, e diferente de tudo que eu já vi. Confesso que o que mais me chamou atenção, entretanto, foi o prédio em si. Perguntei para um dos assistentes a respeito da restauração, e ele me disse que ela teve início em 2008, e que o trabalho foi meticuloso. Camadas de repinturas foram removidas e o que se vê hoje é original da época. Como eu gosto de saber a história do lugar, fiquei encantada, imaginando como tudo era grandioso na época. O chão também é outro ponto incrível, com madeira da época, restaurada.

Não dá vontade de sair do lugar. Num dos aposentos do segundo andar há uma janela que dá para a Praça da Liberdade. O clima é de muita calma e nem parece que estamos numa cidade movimentada. A tranquilidade do lugar te remete a outras épocas.


Marcelo Dantas disse que "somente Minas Gerais poderia ter um museu como este, dadas as características do estado, a história econômica, social e cultural da sua atividade mineradora, a riqueza do subsolo e suas paisagens cravadas nas montanhas de minério de ferro". Concordo plenamente com ele e agradeço a BH por esta iniciativa. Fiquei muito orgulhosa da nossa cidade e feliz pela oportunidade de mostrarmos nossas riquezas de maneira tão bonita e imponente.

Serviço:

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