3 de janeiro de 2012

Descobrindo BH - Quinto do Ouro


Sejam bem vindos ao Descobrindo BH de 2012, e nada melhor do que começar o ano em alto estilo! Para isso, hoje escolhi falar hoje do restaurante Quinto do Ouro.

No final de 2011 resolvemos passar um fim de semana no Hotel Ouro Minas, e aproveitamos para conhecer o restaurante, que fica aberto também para não hóspedes. O espaço é grande, fica no hall do hotel e tem uma decoração bem bonita e aconchegante.

Quando chegamos para jantar o restaurante estava relativamente vazio. A hostess nos acomodou na mesa que escolhemos, e logo fomos atendidos por um simpático garçom do qual não me lembro o nome. Aliás, vale salientar aqui que o atendimento é impecável. Simpatia e educação na medida certa.

Logo de início estranhamos a enorme mesa de buffet que se encontrava no centro do restaurante. Perguntei ao garçom se teríamos a opção à la carte e ele disse que sim. Ele explicou que o buffet é colocado como opção, quando o tempo de preparo dos pratos está previsto para ultrapassar a média de 35 minutos. Desta forma, os clientes, se quiserem, podem se servir de alguns aperitivos antes de fazer o pedido ou enquanto aguardam seus pratos, ou até mesmo fazer uma refeição completa, já que há opções de saladas, pratos quentes e sobremesas.

Filé ao Molho Madeira

Como queríamos curtir a noite e não ficamos muito satisfeitos com as opções do buffet, optamos pelos pratos do cardápio. Só que notamos que praticamente todos os outros clientes preferiram o contrário. Somente um ou outro casal fez como nós. Não sei se era pressa ou se simplesmente gostaram do que era oferecido, mas qual é a graça de ir ao restaurante de um hotel 5 estrelas e comer como em um restaurante de comida à quilo?

Pois bem, quando fomos pedir nossos pratos eu escolhi o Filé ao Molho Madeira, acompanhado de arroz e fritas, e o Gu pediu o Filé au Poivre (um molho feito com quatro tipos de pimentas), acompanhado de purê de batata.

Realmente os pratos demoraram a chegar, e quando nos servimos eu sinceramente achei a comida apenas "ok". Esperava mais, para dizer a verdade. Meu filé estava ao ponto e o molho estava delicioso, mas o arroz e as batatas pareciam velhos. Sabe aquela batata já murcha? Pois é, era assim que estava. Do filé não tenho que reclamar, mas o prato vinha com dois acompanhamentos que destoavam do resto. Nem parecia terem sido feitos pela mesma pessoa. Se um restaurante oferece batata frita no cardápio, é obrigação oferecer algo de qualidade.

A princípio o Gu estava gostando do filé que ele pediu, mas era tanta pimenta que ele não conseguia mais sentir gosto de nada. O purê ajudou a abrandar um pouco o ardor, mas segundo ele, estava tão forte que os outros sabores se perderam. Aí eu te pergunto: pra que tanta pimenta assim gente? Os sabores não têm que se harmonizar?

Mousse de Chocolate

Depois de um tempo, e com o paladar do Gu mais ou menos recuperado, pedimos as sobremesas: mousse de chocolate. Estava deliciosa, e o saldo na noite foi bom, mas poderia ter sido melhor. O ponto alto, sem dúvida, foi o atendimento do restaurante, que é nota 10, como eu já disse.

Já o restaurante pecou em dois pontos: o primeiro foi comida, como relatei acima, e o segundo é que o restaurante fica no hall do hotel, próximo aos centros de convenções e a área de movimentação dos hóspedes. Além da privacidade, que fica um pouco prejudicada, no dia havia uma confraternização de fim de ano de alguma empresa, e o barulho que saía do salão era tão alto, que fez com que o pianista do piano bar tivesse que parar de tocar, já que não conseguia se concentrar. Depois de alguns pedidos dos clientes o som do evento foi diminuído (ou o salão foi fechado), e finalmente o pianista pôde nos maravilhar.

Pra mim o restaurante deveria ficar no topo do hotel, pois se a vista dos quartos já é bacana, imagine à noite você poder desfrutar da vista da cidade toda iluminada, enquanto janta à luz de velas... Fica a dica, Ouro Minas!

Serviço:

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