31 de julho de 2013

Descobrindo Lisboa - Padrão dos Descobrimentos / Torre de Belém

Casal Geek Eurotour 2013 - Descobrindo Lisboa - Padrão dos Descobrimentos / Torre de Belém

Nuvens começavam a encobrir o céu quando saímos do restaurante O Carvoeiro. Para a sobremesa, decidimos dar uma passada na Confeitaria de Belém, aberta em 1837.

Pela sua fachada, que se estende por dois edifícios adjacentes, percebe-se que a confeitaria ocupa uma área considerável. Entretanto, não dá para imaginar a quantidade de gente que vai lá, obviamente, para provar os famosos Pastéis de Belém, cuja receita é a mesma há mais de 170 anos. O movimento é bem grande mesmo, mas o atendimento e a produção são eficientes a ponto de ninguém ficar esperando muito.

Pastel de Belém
Pastel de Belém

Apesar de ter o costume de comer alguma coisa açucarada depois do almoço, optei por não provar o doce português, já que este deve ser apreciado com uma boa dose de canela, e a única coisa para a qual a especiaria presta, na minha pouco humilde opinião, é ter feito de Portugal uma grande potência econômica no século XVI. Sorte a minha, porque a Fernanda - que gosta bastante de canela - achou o doce meio enjoativo.

Depois da rápida parada na antiga confeitaria, atravessamos a bela e extensa - uma das maiores da Europa, e a maior da Península Ibérica - Praça do Império, construída em 1940 para a realização da Exposição do Mundo Português, a caminho do Padrão dos Descobrimentos.

Padrão dos Descobrimentos

Inaugurado em 1960, ano do quinto centenário da morte do Infante D. Henrique, o monumento possui o formato de uma caravela, ao lado da qual erguem-se duas rampas sobre as quais repousam esculturas de personalidades ligadas à Era dos Descobrimentos, como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Bartolomeu Dias e o próprio Infante D. Henrique, que mira o Tejo do alto dos seus 9m de altura, à proa da caravela estilizada.

O acesso ao interior do Padrão dos Descobrimentos é pago (3,00 € por pessoa), e com o Lisboa Card você ganha um desconto de 30% no valor da entrada, o que fica bem baratinho. Assim, a única desculpa para não subir ao estreito terraço do monumento tem que ser o medo de altura, pois lá de cima, a 50m de altura, tem-se uma bela vista panorâmica do Tejo e, certamente, a melhor visão da Praça do Império, com o Mosteiro dos Jerónimos ao fundo.

Padrão dos Descobrimentos - Vista da Praça do Império

Com o céu cada vez mais carregado, caminhamos pela Av. Brasília em direção à Torre de Belém, acompanhados da brisa fria que vinha do Tejo. Chegando ao Jardim de Belém, a visão da torre construída entre 1515 e 1520 só não nos transportou à Idade Média porque ali ao lado um artista de rua tocava um hit do pop sertanojo brasileiro, que deve ter chegado a Portugal como uma maldição pela exploração das terras tupiniquins.

A torre, que possui a fachada ricamente decorada com elementos do estilo manuelino como o Mosteiro dos Jerónimos, foi projetada para realizar a defesa do Tejo em conjunto com a Torre Velha, localizada na margem sul do rio e atualmente em ruínas.

Torre de Belém

Boa parte da estrutura da Torre de Belém fica praticamente dentro do rio, e o acesso à porta principal se dá por uma rampa lateral, ao fim da qual se encontra o mais bacana para um nerd que gostava bastante das aulas de história sobre a Idade Média: uma ponte levadiça! A entrada é paga (5,00 € por pessoa), mas gratuita com o Lisboa Card ou nos domingos e feriados até as 14h.

Diferente da fachada, o interior da torre é sóbrio, e suas janelas e acessos externos acabam por sempre nos convidar a voltar os olhos ao Tejo. O baluarte, ao qual se tem acesso após atravessar a ponte levadiça, traz a curiosidade de exibir canhões instalados próximo ao nível do mar, de forma a atingir a parte inferior dos cascos dos navios e assim afundá-los rapidamente, mas o melhor da visita, se você não tiver ânimo para subir as escadas até o topo da torre, como era o nosso caso, é o terraço do qual se pode ver a fachada sul, voltada para o rio e muito mais rica que a bela fachada voltada para a praia.

Torre de Belém

O fim de tarde se aproximava quando saímos da Torre de Belém. Deixamos a bela região de Belém à bordo do elétrico 15E, e antes de voltar para o hotel resolvemos dar uma passada no Hard Rock Cafe Lisboa, localizado na Av. da Liberdade, praticamente em frente à Praça dos Restauradores.

A casa estava cheia para um início de noite, mas não foi difícil encontrar uma mesa. Uma hiperativa e muito conversada waitress nos atendeu e, como não estávamos com muita fome, pulamos as entradas e pedimos logo os pratos, um Hickory BBQ Bacon Cheeseburger (hambúrguer coberto com o molho especial Hickory Bar-B-Que, cebola caramelizada, bacon crocante e queijo cheddar) para cada um. Para beber eu pedi um tradicional vinho americano, conhecido também como refrigerante, e a Fernanda pediu um suco cheio de 9 horas que ela gostou bastante.

Hard Rock Cafe Lisboa - Hickory BBQ Bacon Cheeseburger
Hickory BBQ Bacon Cheeseburger

Os hambúrgueres não demoraram a chegar e, diferente do esperado, não tinham nada demais além do tamanho. Eles não estavam ruins, obviamente, mas também não estavam bons a ponto de querermos voltar lá para repetir o prato ou até mesmo provar outras opções do cardápio.

- Ouvindo: Lee Ranaldo - Off the Wall

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