19 de novembro de 2013

Descobrindo Sintra - Palácio da Pena

Casal Geek Eurotour 2013 - Descobrindo Sintra - Palácio da Pena

Mesmo com o onipresente Castelo dos Mouros e o Palácio Nacional de Sintra, o único palácio real medieval intacto em Portugal, um dos motivos que nos levaram a Sintra foi a vista de um castelo - ou melhor, palácio - instalado no topo de uma montanha encoberta pela vegetação: o Palácio da Pena.

Por volta de 1503, por ordem de D. Manuel I, foi construído o Mosteiro de Nossa Senhora da Pena na área onde hoje se encontra o palácio. Com o terremoto de 1755 parte do mosteiro foi destruída, mas seu completo abandono só se deu com a extinção das ordens religiosas, ao final da Guerra Civil Portuguesa.

O antigo mosteiro, então em posse de D. Fernando II, a princípio seria restaurado como o Castelo dos Mouros, mas em seu lugar o rei encomendou a construção de uma residência de veraneio, cujo projeto se deu em parceria com o Barão von Eschwege, um mineralogista alemão que trabalhava em Portugal. O resultado é uma salada de estilos arquitetônicos com traços neogóticos, islâmicos, manuelinos e até mesmo influência indiana.

Palácio da Pena

Contemporâneo do Castelo de Neuschwanstein, o Palácio da Pena é considerado uma das Sete Maravilhas de Portugal e foi a morada de D. Amélia nos dias que antecederam a queda da Monarquia e instituição da República, em outubro de 1910.

O interior do palácio abriga o claustro original do século XVI, mas o grande atrativo de uma visita ao monumento é seu exterior, com suas torres e muralhas imponentes, que parecem ter saído de um livro de fantasia medieval. A visão de um monstruoso e gigantesco Tritão sobre um pórtico também contribui para o caráter fantástico da fachada do Palácio da Pena, mas a cereja do bolo de um passeio por suas muralhas e pátios é vista que se tem da região ao redor.

Palácio da Pena - Tritão

O acesso ao monumento é pago e tem desconto com o Lisboa Card, mas é mais vantajoso comprar o ingresso em conjunto com o do Castelo dos Mouros. O circular 434 também tem um ponto de parada na portaria, mas até o palácio propriamente dito há uma caminhada de aproximadamente 10 a 15 minutos. Para os mais preguiçosos/cansados existe a opção de um micro ônibus que emula o visual de um bonde, mas o serviço é pago e tira um pouco da graça de caminhar pela vegetação ao redor do Palácio da Pena e vê-lo surgir por entre as árvores.

Saindo do Palácio da Pena voltamos ao centro de Sintra para almoçarmos. Já passava das 14h e o restaurante que havíamos escolhido - o Tulhas - estava fechado. Por sorte, na própria Rua Gil Vicente encontramos o Romaria de Bacco ainda aberto, e lá paramos para almoçar. Meu intuito inicial era pedir pizza mas, por algum motivo que não consigo lembrar, isso não seria possível naquele dia. Assim, acabamos pedimos o Espaguete à Carbonara e, para minha surpresa, que sou meio chato para comer, o prato estava bem saboroso.

Romaria de Bacco - Espaguete à CarbonaraEspaguete à Carbonara

O atendimento também foi bem bacana, mas para a sobremesa reservamos os doces da Piriquita. Lá eu pedi um travesseiro - uma espécie de massa folhada recheada com creme - e a Fernanda um quindim. O travesseiro estava bem gostoso e fez justiça à fama da confeitaria, mas a Fernanda não empolgou muito com o quindim. De qualquer forma, a Piriquita e seus travesseiros estão para Sintra como a Confeitaria de Belém e seus pastéis estão para Lisboa. Portanto, vale a visita se você quiser provar mais um dos tradicionais doces portugueses.

- Ouvindo: Kings of Leon - Wait For Me

2 comentários:

Urly4Real disse...

Que bacana, quero um dia conhecer essas terras além mar.

Gustavo Coelho disse...

Vale a pena. Ainda mais Sintra, que é uma cidade bem bonita e cheia de lugares interessantes para conhecer.