15 de dezembro de 2013

Descobrindo Lisboa - Panteão Nacional / Museu Arqueológico do Carmo

Descobrindo Lisboa - Panteão Nacional / Museu Arqueológico do Carmo

Aquela última terça-feira de fevereiro chegou com um céu bem azul e sem nuvens, perfeito para caminhar pela cidade. Pela distância do hotel, pegamos o metrô até a estação Santa Apolónia, e de lá seguimos a pé por ruas de casarões antigos até chegar ao Panteão Nacional.

O Panteão localiza-se no prédio destinado originalmente à Igreja de Santa Engrácia, cujas obras de construção iniciaram-se em 1684, sobre as ruínas de um templo do século XVI, sendo concluídas apenas em 1966, com a inclusão da cúpula.

O edifício foi o primeiro em estilo barroco em Portugal e, de maneira semelhante ao Panthéon, "abriga" grandes nomes da história do país. A diferença está no fato de que os restos mortais de personalidades como Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e Luís de Camões, por exemplo, jazem em outros lugares. Inclusive, o fato dos restos mortais dos primeiros reis de Portugal repousarem no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra faz com que este seja considerado desde 2003 o verdadeiro Panteão Nacional.

A entrada no Panteão é "gratuita" com o Lisboa Card, e uma visita a este monumento colossal compensa muito mais pela bela e impressionante vista que se tem do seu terraço, já que no interior apenas um órgão de tubos acaba capturando os olhares em meio àquela grandiosidade vazia.

Panteão Nacional - Lisboa

Saindo do Panteão, resolvemos passar pela Feira da Ladra, uma feira de objetos usados originada no século XIII. Caminhando pelas ruas do Campo de Santa Clara, a impressão que se tem é que existem duas feiras: uma "oficial", onde são vendidas antigüidades, artesanato e objetos de segunda mão, como alguns action figures de Star Wars que eu fiquei de olho, e outra "não oficial", à margem da primeira, onde são vendidas roupas de marcas famosas e outros objetos meio suspeitos, a julgar pelo template dos expositores.

Tivéssemos mais tempo, ou até mesmo vontade de trazer para casa algumas quinquilharias antigas, teríamos passado mais tempo na Feira da Ladra. Só que ainda havia muito chão até chegar ao Museu Arqueológico do Carmo, e o jeito foi seguir com nossa caminhada pelas ladeiras e praças de Lisboa.

Feira da Ladra

Quando montávamos nosso roteiro de viagem, uma foto da Igreja do Carmo, com seus arcos a céu aberto, chamou bastante a minha atenção, pois era como se eu estivesse vendo uma representação no mundo real de ruínas fantásticas como as de Ostagar, onde recrutas passam pelo ritual para tornar-se Grey Wardens.

Construída em 1389 e parcialmente destruída no terremoto de 1755, a Igreja do Carmo abriga o Museu Arqueológico do Carmo. O museu foi fundado em 1864, e reúne uma coleção de fragmentos de esculturas e baixos-relevos, sarcófagos e outros artefatos provenientes de escavações arqueológicas, alguns deles pré-históricos.

Museu Arqueológico do Carmo

A entrada no Museu Arqueológico do Carmo é paga, e o Lisboa Card dá um desconto de 20% no valor do bilhete. O acervo do museu conta ainda com duas múmias pré-colombianas e uma egípcia, mas o que mais valeu a pena, pelo menos para mim, foi caminhar pela nave daquela igreja em ruínas, um verdadeiro monumento e testemunho do terremoto que assolou Lisboa em 1755.

- Ouvindo: Mystery Jets - The Ballad of Emmerson Lonestar

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