13 de abril de 2016

365 Vidas - The 11th Hour


Ninguém sabe o que ocorreu na mansão de Henry Stauf há pouco mais de 60 anos, quando seis pessoas foram convidadas para um jantar no local e desapareceram. Do próprio Stauf, que fez fortuna com a fabricação de brinquedos, também não foi encontrado qualquer vestígio, e as histórias daqueles desaparecimentos na cidade de Harley on the Hudson perderam força com o passar do tempo.

O ano é 1995, e a pequena cidade se vê às voltas com uma série de assassinatos e novos desaparecimentos. Robin Morales, produtora do programa Case Unsolved, vai ao local a fim de investigar a antiga mansão de Henry Stauf, mas também acaba entrando para o rol de pessoas desaparecidas na região.

Enquanto acompanha outra notícia sobre o desaparecimento de Robin, Carl Denning Jr., o apresentador de Case Unsolved, recebe em casa o computador portátil GameBook, no qual assiste a um pedido de socorro da sua produtora e ex-amante. Sem pensar duas vezes, o repórter investigativo sobe em sua motocicleta e parte rumo a Harley on the Hudson para tentar encontrar a garota. A primeira parada: o último lugar em que ela esteve, a antiga mansão de Henry Stauf, agora em ruínas.

Como já deu para perceber, The 11th Hour é uma continuação de The 7th Guest. O jogo foi lançado pouco menos de dois anos após o seu antecessor e, não por menos, tem a mesma pegada de vídeos digitalizados e coisa e tal. Só que dessa vez o chroma key não obrigou os atores a serem transformados em fantasmas...

A introdução do jogo – toda em vídeo, vale lembrar – dura uns 8 minutos, aproximadamente, e explica menos do que o bem detalhado manual. Vale lembrar que atualmente, com os jogos guiando o jogador pela mão nos seus momentos iniciais, manuais não são importantes, mas antigamente era outra história.

A maior parte da introdução é gasta mostrando a motivação do personagem principal, Carl Denning Jr., através de flashbacks do seu relacionamento com Robin Morales, em uma sequência que bate na trave dos softporns que passavam na Sexta Sexy. Mas eu nunca assisti a esses filmes quando era adolescente, é bom deixar claro. Um amigo me contou, sabe como é…

A mecânica é praticamente a mesma de The 7th Guest: resolva puzzles e libere novas áreas da mansão. A diferença agora fica por conta de algumas charadas, que Stauf solta de tempos em tempos na tela do GameBook, onde são disponibilizados vídeos que desnudam – trocadilho não intencional – o mistério.

O clima, que antes tendia mais ao mistério, agora está mais para horror. O próprio estado decadente da mansão contribui para reforçar isso, e as coisas só não ficam mais tensas por conta das limitações tecnológicas da época em que o jogo foi desenvolvido.

Os defeitos – o pior deles sendo a trilha sonora extremamente alta, impedindo o entendimento dos diálogos – continuam, mas os puzzles estão mais difíceis e parecem bem mais desconectados da história do que antes, mas o enredo me parece interessante o suficiente para dar a The 11th Hour uma maior atenção. A conferir.

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