22 de abril de 2016

365 Vidas - Black Rose


Linda, uma garota comum, mas não muito esperta, resolve investigar os boatos de assombrações em uma antiga funerária. Para piorar, as histórias ainda dão conta de que todos que trabalharam no local foram assassinados. Seria esse o seu destino derradeiro?

Black Rose é um survival horror em primeira pessoa, que coloca o jogador no papel, obviamente, da destemida Linda. Valendo-se apenas de uma lanterna, seu objetivo é explorar a funerária, acumulando pontos a cada contato com o espírito que assombra o local. Quanto mais demorado o contato, maior o risco da personagem morrer e, portanto, maior a pontuação.

Apesar de já ter passado muitas horas jogando Wolfenstein 3D, Doom e coisa e tal, atualmente não consigo encarar um jogo em primeira pessoa sem ficar com dor de cabeça, mas a limitação de tempo que impus, aliada ao fato do jogo ser gratuito, facilitou o teste de Black Rose.

Sem cerimônia, você se vê dentro da funerária, sem enxergar nada além do que sua lanterna consegue iluminar. O silêncio é absoluto, a escuridão opressiva. Sem saber qual direção tomar, você começa a explorar o local, encontrando uma parede pixada aqui, um bilhete ali, ouvindo vozes estranhas… Cada curva feita, cada porta aberta, uma expectativa, uma apreensão crescente.

De repente, a luz da sua lanterna começa a piscar. A câmera vira devagar e ela está lá, cabelos brancos, pálida, a boca escancarada em um sorriso vazio como seus olhos. Tão repentinamente quanto apareceu, ela desparece. Portas antes abertas agora estão trancadas, portas antes trancadas agora estão abertas. A exploração deve continuar…

Black Rose é um jogo de sustos, extremamente eficiente em preparar o clima que os precedem. É uma pena que todo o trabalho foi feito para criar apenas uma espécie de brincadeira de pegador (ou pega-pega, se preferir), terrivelmente tensa e assustadora, mas, ainda assim, só uma brincadeira de pegador, que cansa rápido. Melhor pra mim, que não suporto jogos em primeira pessoa por muito tempo.

Nenhum comentário: