26 de abril de 2016

365 Vidas - Pleurghburg: Dark Ages


Outro dia, quando Absent apareceu aqui, comentei do Adventure Game Studio, mas esqueci de falar dos AGS Awards, uma premiação anual conduzida pela comunidade de usuários da ferramenta.

Ao conferir a lista dos ganhadores, para ver se encontrava o jogo lá, um nome esquecido reapareceu: Pleurghburg: Dark Ages, o ganhador dos prêmios de melhor jogo, melhor gameplay, melhor história, melhor música e melhor programação (scripting) em 2001, o primeiro ano da premiação.

O jogo se passa na fictícia Pleurghburg, durante o futurístico ano de 2012, quando os índices de criminalidade na cidade atingiram os menores níveis desde que a antiga polícia foi deposta pela população. Mas nem tudo são flores, pois gritos são ouvidos em plena madrugada, e cabe a Jake McUrk, um dos detetives da nova PDA (Police Detective Agency), investigar o que ocorreu.

Pleurghburg: Dark Ages é uma aventura gráfica point-and-click semelhante às da geração SCI da Sierra, mas com cara de jogo da era AGI, de tão… rudimentares são seus gráficos. Parece, inclusive, que a arte foi feita no Paintbrush do Windows 3.1, por uma pessoa sem talento algum para desenho.

“Não se deve julgar um livro pela capa”, já diz o provérbio, e o mesmo parece valer para Pleurghburg: Dark Ages. O jogo é feioso, não há como negar, mas muitos citam essa característica como sendo seu único defeito. Do pouco que vi, posso dizer apenas que esse indie de raiz deve render boas horas de diversão, desde que eu dê a sorte de tentar coisas idiotas como, por exemplo, usar o sofá e, sem querer, solucionar o puzzle da chave perdida.

Interessados em testar o jogo podem baixá-lo aqui.

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