18 de maio de 2009

Twin Peaks

The owls are not what they seem.
- O Gigante
Terminamos, na semana passada, de assistir novamente a Twin Peaks, uma série de TV criada e produzida por David Lynch e Mark Frost, que foi exibida pela rede americana ABC entre 1990 e 1991. No Brasil a série foi exibida inicialmente pela Globo aos domingos, com episódios fora de ordem e mutilados, mas anos mais tarde a Record a reexibiu na íntegra, antes dos episódios de Arquivo X.

A história de Twin Peaks se inicia com a descoberta do corpo de Laura Palmer, uma garota popular da pequena cidade que dá o nome à série. Em meio à comoção causada pelo assassinato, uma segunda jovem é encontrada ferida e traumatizada, caminhando por uma ferrovia na fronteira de Washington.

A investigação dos dois crimes é conduzida pelo agente federal Dale Cooper, que encontra neles uma relação com o assassinato de uma jovem ocorrido em uma cidade ao sul do estado, no ano anterior.

O clima de mistério, acentuado pela trilha sonora melancólica de Angelo Badalamenti, permeia toda a série, mas a investigação do assassinato de Laura Palmer serve apenas de pretexto para os autores mostrarem os segredos obscuros e estranhezas que se escondem nos bosques ancestrais e por baixo da fachada de cidade pacata de Twin Peaks.

Fãs de Lost, acostumados com perguntas sem resposta e mistérios sobrenaturais, podem até gostar da série. Entretanto, é no carisma de seus personagens bizarros, interpretados por atores canastrões, que Twin Peaks nos cativa. Não é uma obra para qualquer um, e não é de se espantar que tenha sido cancelada, mas se você embarcar em sua estranheza, Twin Peaks será aquela série que você sempre revisitará apesar de já conhecer seus maiores mistérios.

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