27 de novembro de 2022

Impærium: O apocalipse dos Jedi

Impærium: O apocalipse dos Jedi

Escrito por Caio Romero e com design mörk-borguesco de Raul Rinaldi, Infærnum é um RPG brutal que se passa nos últimos dias de um mundo condenado.

O apocalipse de Infærnum não é o bíblico, mas as referências estão lá: uma horda de caídos – seres outrora angelicais – que se manifesta no mundo e a presença de quatro cavaleiros apocalípticos. O cenário não é fechado, mas a história a ser contada deve girar em torno de uma profecia sobre o fim de tudo, seja ela verdadeira ou não.

Embora não seja um sistema genérico, Infærnum conta com uma mecânica que “pede” para ser utilizada fora do contexto do jogo: role 3d6 quando quiser executar uma ação. Caso o resultado seja 666, sua personagem morre. Simples assim.

Como sou um fã declarado de Star Wars, ao assistir à excelente – embora um pouco arrastada – Andor, me veio a ideia de adaptar o contexto da consolidação do Império para as bases do Infærnum, e o resultado é Impærium, um jogo sobre o apocalipse dos Jedi.

Se algum dos três leitores desse blog ficou interessado, o download de Impærium pode ser feito no Bazar Verde. A edição definitiva de Infærnum já está em pré-campanha no Catarse, mas a versão fast play também pode ser encontrada no Bazar Verde.

- Ouvindo: Altın Gün - Yüce Dağ Başında

18 de novembro de 2022

TWERPS: Um RPG minimalista escola véia

TWERPS - Um sistema minimalista escola véia

Escrito por Jeff e Amanda Dee, TWERPS (The World Easiest Role Playing System) é um sistema de RPG minimalista e genérico com uma pegada levemente humorística, a começar pelo título, que parodia – sem nenhuma cerimônia – o GURPS.

A primeira versão publicada em 1987 tinha apenas 6 páginas, das quais 1/3 era ocupada pela aventura introdutória Watery Deeps. A edição da Devir, publicada em Pindorama em 1993, tinha 10 páginas a mais que a edição original da Reindeer Games, e seu conteúdo estva dividido em 6 seções:

  • Introdução, com as tradicionais explicações sobre o que é RPG e tudo mais relacionado ao assunto;
  • Criação de Personagens, que descrevia profissões, raças e como determinar o único atributo dos personagens;
  • O Sistema de Combate, que trazia as regras de movimentação, utilização de armas e armaduras, dano e outros detalhes um pouco excessivos para um sistema que se pretende simples;
  • Como Fazer Tudo, que descrevia a mecânica de testes genéricos e demais regras como cura, reação de NPCs, entre outras;
  • Aventuras, que trazia a regra de evolução de personagens, quatro ideias para aventuras, uma lista de NPCs e a descrição de dois cenários – um deles inspirado em He-Man – com suas respectivas regras e ajustes;
  • Apêndice, com tabelas de equipamentos, armas, armaduras e veículos.

Além do livreto original, a edição da Devir trazia ainda dois cartões de tokens de personagens, veículos e NPCs, quatro mapas (duas masmorras, uma espaçonave e uma taverna), o escudo do mestre e o inusitado dado de 20 faces numeradas de 1 a 10 duas vezes, para que ele funcione como um tradicional d10.

A arte do miolo, como na versão original, era do próprio Jeff Dee, mas em um estilo mais cartunesco e bem diferente do que ele fez para a TSR. A capa, os mapas e os tokens da edição brasileira, entretanto, foram ilustrados pelo Marcatti, cujo traço se encaixa perfeitamente na proposta humorística do sistema.

1 de novembro de 2022

Magic Crawl: Um hex crawl com cartas de Magic

Foto de uma partida de Magic Crawl

Existem vários métodos solo para Magic: The Gathering. O jogo foi criado para o duelo entre dois ou mais jogadores, mas não é sempre que você tem (ou quer ter) alguém contra quem jogar.

Um dos métodos mais famosos talvez seja o Deep IQ, que simula um oponente através do uso de tabelas aleatórias; a variante Horda, por sua vez, coloca um ou mais jogadores contra um deck autônomo de zumbis (ou minotauros, esquilos, goblins e o que mais se puder imaginar); Siege the Castle é outro método no qual se enfrenta um deck automatizado, e é como eu disse no primeiro parágrafo: não faltam alternativas para jogos solo utilizando as cartas de Magic, sejam elas utilizando as regras originais ou não.

Mesmo com tantas opções disponíveis, eu queria uma que aproximasse o Magic do RPG, sem que as mecânicas originais do jogo fossem dispensadas, como é mais comum de se encontrar por aí. Pensando nisso, eu cheguei em um método que não é um RPG, propriamente dito, mas que se vale das mecânicas de hex crawling.

Nessa variante que eu chamei de Magic Crawl, você usa um deck para explorar um mapa gerado e povoado de forma aleatória com o uso de cartas de Magic: The Gathering.

As regras, para quem estiver interessado, podem ser baixadas no Bazar Verde ou, em inglês, no itch.io.

- Ouvindo: Fin del Mundo - La Noche

9 de junho de 2022

Little Town: A Solo RPG inspired by Twin Peaks

Little Town: A Solo RPG inspired by Twin Peaks
“All that we see in this world is based on someone's ideas. Some ideas are destructive, some are constructive. Some ideas can arrive in the form of a dream. I can say it again: Some ideas arrive in the form of a dream.”
– The Log Lady

Created by David Lynch and Mark Frost, Twin Peaks was a television series that had its two original seasons aired between 1990 and 1991. Despite its short life span, the series has influenced countless works, from video games to cartoons, through comics, movies and, of course, RPGs.

I'm a big Twin Peaks fan and nowadays I just play Solo RPGs. Since 99% of the tabletop RPGs inspired by the series are focused solely on group play, I decided to write a game that would be playable solo, and the result is Little Town, which is also an attempt to pay homage to the series.

In short, Little Town is a solo PbtA that puts the player in the shoes of someone who is looking to solve one or more mysteries from a quiet but peculiar little country town. As in most Solo RPGs, the game features lots of random tables, and mechanics to answer questions usually directed to GMs.

From a mechanics point of view, Little Town was influenced by Paranormal Inc. and Brindlewood Bay, Dungeon World and Noir World, the mandatory Mythic Game Master Emulator and guides like Monophobia: Rules Light Solo Roleplaying and The Solo Investigator’s Handbook, as well as Tiago JungesTagarela NPC emulator.

Other games like Cybercidades e Synthwave from Tarcísio Lucas, NOMADS from Marcelo Collar, Cthulhu Dark and even Fighting Fantasy (specially Return to Firetop Mountain) were also good sources of inspiration, but the cornerstone of Little Town was my first game, an adaptation of Twin Peaks to DOMINUS, a minimalist and GM-less brazilian RPG engine.

Little Town is available on itch.io and DriveThruRPG, where a free fast play version can also be found.

In case the game interests anyone, I hope that you’ll have fun, and remember: the owls are not what they seem…

- Playing: Martin Courtney - Corncob