20 de maio de 2016

Descobrindo Lisboa - Lojas (para) Nerds

Quando se viaja, é difícil não ter vontade de trazer tudo que nos remeta ao local visitado. Fotos, vídeos, sons e até mesmo alguns sabores podem voltar conosco, mas ficam os cheiros, a luz, o vento e muito mais.

Talvez seja que por isso que acabamos, invariavelmente, comprando alguma bobagem para trazer: lembrancinhas, recordações, souvenirs... as âncoras e receptáculos das memórias de uma viagem, dos momentos vividos longe da nossa própria cidade, fora da nossa zona de conforto.

Qualquer cidade com um mínimo de movimentação turística que se preze tem dessas lojinhas com produtos que referenciam o local e seus principais pontos de interesse, seus ícones transformados em réplicas, camisetas, canecas e tudo mais que tiver uma superfície estampável.

Mas esse tipo de coisa não faz minha cabeça, e meus souvenirs acabam sendo das categorias que eu costumo acumular colecionar: action figures, livros e, mais recentemente, discos, uma obsessão antiga, adormecida por conta da praticidade dos Napsters e Spotifys da vida, ressuscitada na mesma manutenção leva que um antigo aparelho de som da família.

Por conta disso e da minha tentativa de curtir as cidades visitadas de uma forma mais próxima à que curto Belo Horizonte, são as lojas que apelam ao meu lado nerd que acabam entrando no roteiro. As que pudemos conferir (ou não) em nossa última passagem por Lisboa seguem abaixo.

6 de maio de 2016

Descobrindo Lisboa - Yes, nós temos hambúrguer

“Quem quer sentir a cidade tem que comer. Tem que comer o tradicional e tem que comer o contemporâneo, porque é isso que a cidade é também.”
- José Avillez, chef lisboeta

Como nem só de bacalhau, praticamente um sinônimo de comida portuguesa, vive-se em Lisboa, eu saí à procura dos melhores hambúrgueres da cidade, tanto para apagar a má imagem deixada pelo The Great American Disaster quanto para seguir a minha saga no além-mar.

28 Café


Descobrindo Lisboa - 28 Café

Não bastasse estar localizado no pequeno bairro circundado pela muralha do castelo, o 28 Café está instalado em uma réplica do icônico elétrico (bonde) 28, que sacoleja por Lisboa abarrotado de turistas e locais.

No cardápio, opções típicas de um café, como torradas, bolos, croissants e sanduíches, alguns pratos tradicionais, como o saboroso Bacalhau à Braz que a Fernanda pediu, e, obviamente, hambúrgueres, dentre os quais eu escolhi o 28: carne, bacon, cebola frita, mostarda, ovo estrelado, alface e molho de iogurte, servido no pão alentejano e acompanhado de fritas.

Com um ambiente bacana, bom atendimento, preços justos e um dos melhores hambúrgueres que eu comi em Lisboa, o 28 Café é certamente um lugar a revisitar no futuro, em outra passada pela cidade.


3 de maio de 2016

(Re)Descobrindo Lisboa - Oceanário


Quando estivemos em Lisboa em 2013, tivemos um bom tempo para visitar vários lugares, mas acredito que só nessa segunda vez, quando nos desobrigamos de um roteiro de atrações turísticas, é que começamos, acredito, a conhecer melhor a cidade.

Nosso foco foi, como na segunda visita a Paris, curtir a cidade de uma forma semelhante à que curtimos Belo Horizonte, e isso não excluiu uma revisita ao Oceanário de Lisboa.

Na primeira vez, quando estivemos no Oceanário em pleno inverno, éramos uns dos poucos visitantes no local que, como um grande aquário, era plácido. Desta vez, não sei se por conta do início da primavera, uma multidão mal-educada de vários sotaques se espalhava pelo ambiente trazendo caos e cacofonia, uma triste metáfora para a relação da humanidade com a natureza.

Sorte a nossa, talvez, mas a exposição temporária Florestas Submersas by Takashi Amano, por outro lado, estava vazia civilizada e permitia a contemplação com a calma e a quietude que o ambiente pede. O aquário, com 40m de comprimento, é de autoria do fotógrafo japonês Takashi Amano, falecido em 2015.

Apesar do alto valor do bilhete (17€ por adulto, para as duas exposições), certamente visitaríamos o Oceanário uma vez por outra, caso morássemos em Lisboa. O problema seria apenas ter a paciência necessária para suportar a horda de gente xucra (turistas e locais) que tomou conta do lugar.

Será que no inverno fica melhor?

Veja também:

- Ouvindo: Ducktails - Headbanging In The Mirror