11 de outubro de 2020

Getting Dark

Getting Dark

Em nossa primeira (e única) partida de Cthulhu Dark + Mythic, a Fernanda criou um NPC, o delegado da Polícia Civil Magnus Giordano. Quando trocamos da mecânica sem mestre para a tradicional mestre/jogador, estava claro que Magnus iria voltar à história e, por isso, resolvi desenvolvê-lo mais.

Como a Fernanda já havia definido o básico, como ocupação, idade e aparência física, recorri ao UNE (The Universal NPC Emulator) para buscar suas motivações. O resultado, para uma história na qual eu planejava incluir os tradicionais cultistas, não poderia ser mais interessante: promote the church, institute academia e assist slavery.

Eu tinha em mãos um NPC que participava ativamente da investigação, porque nasceu como o delegado da Polícia Civil responsável pelo caso, e agora ele também pertencia a alguma igreja que, pelo visto, tinha como meio (ou fim) a escravidão de alguém ou algum grupo. Como explicar (e juntar) essas duas coisas? Jogando uma aventura solo com esse personagem, uai.

Com tanto RPG de horror cósmico lovecraftiano por aí, por que seguir com o Cthulhu Dark para contar a história de Magnus Giordano? A resposta é simples: porque o sistema desenvolvido por Graham Walmsley tem uma mecânica super minimalista e… simples.

Basicamente, para realizar qualquer ação dentro das capacidades humanas, role 1d6; se a ocupação do personagem for relevante para a ação realizada, role 1d6 a mais; para aumentar a chance de obter um resultado melhor, arriscando a sanidade do personagem, role mais 1d6, o chamado Dado de Insanidade. O maior valor rolado determina, então, o quão bem sucedido o personagem foi.

Por exemplo: em uma investigação, com um resultado de 1 a 3 você descobre o mínimo necessário para prosseguir; tirando 4 você consegue descobrir o que um investigador competente conseguiria; com um resultado de 5 você descobre tudo o que é humanamente possível; rolando 6 você acaba vislumbrando algo além do conhecimento humano, colocando em risco sua sanidade.

A versão original de Cthulhu Dark ocupa, quando impressa, uma página frente e verso, se não me engano. Uma “versão estendida”, desenvolvida como resultado de um financiamento coletivo, traz quatro cenários e orientações mais detalhadas para jogadores e mestres, mas as regras são exatamente as mesmas.

É possível baixar gratuitamente a versão original de Cthulhu Dark no site do autor, e uma tradução para o português pode ser encontrada aqui. A versão completa do sistema pode ser adquirida no site da Indie Press Revolution, mas só a versão original já traz tudo que é necessário para jogar.

- Ouvindo: Roy Irvin - Demon's Cave

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